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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Precisa-se de sysadmin para o Haiku!

Oliver Tappe anunciou no início deste mês sua saída da função de administrador da infraestrutura de rede do Haiku, que abrange a manutenção dos servidores do sítio oficial, Trac/Git, HaikuDepot, etc.
Na discussão gerada na lista dos desenvolvedores, foi sugerida a criação de um time para colaborar na função, delegando atividades para mais de uma pessoa, evitando assim a sobrecarga.
Quem quiser participar do time de administradores deve se inscrever na lista https://www.freelists.org/list/haiku-sysadmin e sinalizar ao Oliver sua intenção. Toda ajuda é bem vinda!

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Feliz Haiku Novo!

Ainda não temos um beta, mas estamos chegando perto. Em sua última mensagem de 2014, Adrien "Pulkomandy" Destugues sinalizou uma série de melhorias no sistema com vistas ao lançamento do Beta 1. Também é possível acompanhar melhorias como o Haiku Depot Web e o sistema de classificação do gerenciador de pacotes do Haiku. Esse sistema exigiu a construção de uma ferramenta de login de usuário, o que pode ser aproveitado para as próximas versões, quando se pensa em permitir que a workstation Haiku seja multiusuário. Para quem ainda não o fez, recomendamos a atualização do sistema conforme comentamos neste post.
Segundo a mais recente mensagem de Pulkomandy (de 09/01/2015), faltam 2.425 tickets de problemas para serem corrigidos antes do lançamento da versão R1 final. Pelo ritmo com que as correções estão acontecendo, é possível que ainda este ano o Haiku R1 final veja a luz. É o que todos nós, que estamos acompanhando o trabalho dos desenvolvedores, esperamos.

Oficial e finalmente, estamos a caminho do Beta 1!

Desde o dia 02 de novembro passado, após a realização do BeGeistert 026, a equipe de desenvolvimento do Haiku iniciou uma discussão sobre a mudança no calendário de lançamentos do sistema operacional, com vistas a lançar o primeiro beta e preparar o terreno para a versão final. Na coordenação dos trabalhos está Adrien Destugues, vulgo PulkoMandy, responsável pela atualização do WebKit e melhorias no Web+.
Segundo PulkoMandy, o reduzido interesse na compatibilidade com os antigos - e obsoletos, diga-se de passagem - programas binários do BeOS R5, a adoção cada vez mais crescente pelos usuários de alternativas em Qt e Java e a necessidade, por parte dos desenvolvedores externos ao projeto, de uma versão estável para poder criar novos aplicativos para a plataforma forçaram a mudança de paradigma de desenvolvimento, o que é uma notícia alvissareira para todos nós!
Para os órfãos do R5, não há com o que se preocupar: a equipe do HaikuArchives vem trabalhando na modernização do código dos antigos programas, quando o código-fonte está disponível. E sempre será possível criar uma camada de abstração para rodar os aplicativos fechados, usando emuladores.
Neste primeiro momento, para o Beta1, está sendo feito um trabalho para melhorar o HaikuPorter, que é desenvolvido em Python, a fim de automatizar a criação de pacotes por meio de recipes. Assim, é solicitado apoio de usuários com bons conhecimentos da linguagem para dar suporte ao Oliver, responsável por esse trabalho.
Para o desenvolvimento da versão final, a ideia defendida por PulkoMandy é a de usar o trunk do Haiku para abrigar a versão R2 (algo como o Factory do OpenSuSE), de uso exclusivo dos desenvolvedores. O R1 seria derivado do branch do Beta1, sendo que não receberia mais nenhuma nova funcionalidade, apenas correções de bugs. A versão final seria lançada entre 3 e 6 meses depois do lançamento do Beta.
Aguardemos cenas dos próximos capítulos!

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Qt 5.3 sendo portado para o Haiku

O colaborador 3dEyes anunciou o início do porte do Qt 5.3 para o Haiku, já com alguns sucessos:
  1. Primeiro teste nativo do QPA
  2. Manipulador simples do mouse
  3. Qt Designer
  4. Mapeador de teclado simples e fusion style para controles
  5. QtWebKit demo browser
  6. Otter-browser 
Faltam algumas coisas importantes, como suporte a OpenGL e o WebKit2 - que também está sendo tratado pelo PulkoMandy. Esse porte traz esperança àqueles que querem usar aplicativos desenvolvidos com esta biblioteca, como o Calligra e o Krita, rodando sobre o Haiku.
A versão disponível do Qt para instalação via Haiku Depot é a 4.8.5.

sábado, 12 de julho de 2014

Atualização do Haiku agora é via Haiku Depot

Quem visitou o Haiku Files nos últimos dias deve ter verificado que não estão sendo mais disponibilizados nightly builds recentes naquela página - a última versão, hrev47380, data de 16 de junho passado. O motivo reside na mudança da forma como atualizar o sistema, que agora ocorre via Haiku Depot (Depósito Haiku, na nossa versão). Neste post no fórum oficial, consta o conjunto de comandos necessários para acrescentar ao gerenciador de pacotes os repositórios com as versões atualizadas do sistema - a versão mais recente é hrev47490, de 12 de julho (ou seja, hoje).
Segundo um dos comentaristas do post, isto torna o Haiku um sistema rolling release, com atualizações de sistema automáticas. Ainda é cedo para confirmar isso, uma vez que a versão final do sistema ainda não saiu, nem mesmo o prometido alpha 5. Por outro lado, trata-se de um grande passo dado desde a criação do gerenciador de pacotes, sendo um sensível sinal de amadurecimento. Aguardemos as cenas dos próximos capítulos.

Atualização:
Hoje foi anunciada a nova página dos nightly builds.

sábado, 21 de junho de 2014

Lançamento do Alpha 5 tem data marcada

Grandes novidades no Haiku: a equipe de desenvolvimento definiu o dia 1º de julho como data de lançamento da quinta versão alfa do sistema operacional. Segundo consta na lista de discussão dos desenvolvedores no Freelists, trata-se da última versão alfa do R1, sendo que a próxima será beta. Com o Google Summer of Code, alguns novos integrantes reforçam o time, tendo Augustin Cavalier como coordenador de lançamento do novo alfa.
Conforme calendário, o dia 17 passado foi a data limite para congelamento da versão e trabalho apenas em correção de bugs e melhoria de performance. Tanto é que a última versão disponível dos nightilies é a 47380, do dia 16/06 (a versão na qual escrevo este artigo).
Segundo Alexander Von Gluck IV, atual coordenador de lançamentos, o sistema apresenta-se estável o suficiente para o lançamento do novo alfa e, assim, poder direcionar a atenção da equipe para o desenvolvimento do beta que, segundo discussões anteriores, terá apenas uma versão antes da R1 final.
Para mais informações sobre o que nos espera no Alpha 5, sugerimos a leitura desta página.

sábado, 15 de março de 2014

Yes, we have HTML5 Audio and Video!

Ótimas notícias vindas do trabalho de Adrien Destugues, aka PulkoMandy: nesta 23ª semana de atividades intensas em cima do Web+ e do WebKit, ele finalmente pode começar a se debruçar no suporte a áudio e vídeo do HTML5. Trata-se de uma velha demanda dos usuários do Haiku, que permitirá acessar boa parte dos conteúdos multimídia disponíveis na Internet.
É importante frisar que, mais uma vez, o contrato de Adrien foi extendido em mais um mês - até o fim de março - graças às doações da comunidade (não houve participação do Google desta vez). Acredita-se que não haverá renovação do contrato do Adrien para abril, pois o montante necessário, cerca de US$ 2 mil, é considerado "um pequeno milagre" para ser levantado em tão pouco tempo. Entretanto, não podemos deixar de acreditar na capacidade de um milagre acontecer! ;)
Problemas de acesso ao GMail e boa parte dos erros no carregamento de páginas da Web já foram solucionados, embora o suporte ao chat do Facebook e a Hangouts do Google ainda não estejam disponíveis. A equipe de desenvolvimento convida a todos para baixarem a última versão dos nightly builds e testarem a valer o Web+. É uma forma de detectar erros remanescentes e contribuir para esse glorioso trabalho do PulkoMandy. Até o fim do mês, teremos um Web+ bastante usável, fazendo jus ao seu nome (Positive).

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Google salva a pátria, digo, o Haiku mais uma vez

Quando a reserva de doações da Haiku, Inc. estava secando e os desenvolvedores que atualmente estão em contratos vigentes, Adrien Destugues e Pawel Dziepak, já não acreditavam na prorrogação dos mesmos, eis que surge o Google como deus ex machina (ou Papai Noel) e anuncia um novo aporte ao projeto, no valor de US$ 5 mil.
Embora as doações do Google sejam regulares, eles não são líquidos e certos. Neste ano de 2013, foram dois aportes do mesmo valor, totalizando US$ 10 mil. Para uma empresa desse porte, são valores pouco significativos. Contudo, para o projeto Haiku, é a garantia de continuação dos trabalhos em andamento e de que podemos ter, finalmente, uma versão beta no ano que vem.
As doações ao projeto não se restringem ao Google. Doe você também!

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Instalando aplicativos no Haiku (na nova hierarquia de pastas)

Traduzimos um pequeno tutorial disponibilizado pelo Humdinger no fórum do Haiku explicando de maneira simples como instalar aplicativos no Haiku R1A4 com Package Manager (PM). Como a criação do PM obrigou à substituição de algumas pastas de sistema, bem como a alteração de acesso de outras, este tutorial é bastante útil tanto para entender como instalar os aplicativos em si, como dá uma fórmula simples de como empacotar usando o novo formato .hpkg.

Instalando aplicativos


Com a recente incorporação do gerenciador de pacotes (obtenha uma nightly image e verifique) algumas coisas mudaram com respeito a instalação de aplicativos. Veja bem, tudo ainda está em evolução, com erros sendo encontrados e corrigidos e funcionalidades sendo refinadas (este artigo foi escrito para a versão hrev46218). Também, tenha em mente que não estou pessoalmente a par das funcionalidades do gerenciador de pacotes. Apreciarei correções, complementos e dicas!

Uma vez que os repositórios e pacotes estejam disponíveis e o HaikuDepot esteja mais completo em recursos, as coisas ficarão mais fáceis. Mas, até lá, eis como entendo as coisas. Existem basicamente três cenários:


1. Um novo pacote .hpkg correspondente

Se instalado automaticamente via HaikuDepot, por exemplo o WonderBrush, ou baixado de algum site. Ao usar o HaikuDepot, tudo estará configurado. Se baixar algo mais, apenas mova o arquivo .hpkg para dentro de ~/config/packages/ e (no caso de um aplicativo) ele aparecerá em ~/config/apps/.


2. Um “velho” arquivo autônomo

Estes vem tradicionalmente de sites como BeBits ou Haikuware na forma de uma pasta zipada. Como antes, você pode descompactar em qualquer lugar em /boot/home/ (exceto ~/config/ que é apenas leitura) e carregar o aplicativo do mesmo jeito que fazia antes do gerenciador de pacotes.


3. Um “velho” arquivo compactado que tem arquivos para espalhar

Este é o caso onde você costumava descompactar o arquivo em qualquer lugar e tinha que executar um script de instalação ou copiar alguns arquivos para locais especiais. Pensem em protetores de tela, tradutores e coisas semelhantes. Uma vez que a hierarquia do sistema de arquivos foi ligeiramente alterada e algumas pastas tornaram-se apenas leitura, aqueles aplicativos não mais funcionam facilmente. Você tem duas escolhas para fazê-los funcionar:


3.1 A pasta non-packaged

Em ~/config/non-packaged/ você pode recriar a hierarquia de arquivos necessária. Tomemos como exemplo a muito conveniente ferramenta TextBank, que oferece um histórico e modelos da área de transferência. Após descompactá-la para ~/config/non-packaged/apps/ você pode carregar o TextBank, mas ele ainda não fará nada. Os adicionais input_server TextBankAssistantPasteSender e TextBankAssistantSpy não estarão ainda no lugar certo no sistema de arquivos e portanto não serão carregados pelo sistema.

O TextBank se oferece para instalar aqueles arquivos em suas preferências, mas desde a mudança de hierarquia por causa do gerenciamento de pacotes, isso não funciona mais. Você terá que fazer isso manualmente, criando as pastas necessárias e copiando o arquivo correspondente:


~/config/non-packaged/add-ons/input_server/devices/TextBankAssistantPasteSender

~/config/non-packaged/add-ons/input_server/filters/TextBankAssistantSpy


Na próxima vez que reiniciar (ou restartar o input_server pelo Terminal com “/system/servers/input_server -q”) ele deverá funcionar.


3.2 Fazendo-o dentro de um pacote .hpkg correspondente

O método da pasta non-packaged é um pouco incômodo se você está atualizando seu sistema do zero frequentemente. Eis como criar um .hpkg do TextBank:

Crie uma pasta qualquer “PastaQualquer” e acrescente nela as subpastas “apps”, “add-ons/input_server/filters/” e “add-ons/input_server/devices/”.

Então descompacte o arquivo TextBank em “apps” e mova "TextBankAssistantPasteSender" e "TextBankAssistantSpy" para as pastas correspondentes recém-criadas.

Agora, a parte mais difícil, você tem que criar o arquivo de texto “.PackageInfo” na pasta pai “PastaQualquer”. A sintaxe exata desse arquivo é descrita na wiki do PM. Além disso, arquivos .hpkg abertos no Expansor (marque “Mostrar Conteúdo”) pode ser educativo. Ele mostrará algo assim:


name                    textbank_x86
version                 5.3.2-1
architecture            x86_gcc2
 
summary                 "A tool to provide clipboard history and more"
description             "Useful text provision tool (Clipboard history/template/time & date...)"
 
packager                "Humdinger "
vendor                  "SHINTA"
 
copyrights              "SHINTA"
licenses                "MIT"
 
provides {
                        textbank_x86 = 5.3.2-1
}
 
Observe, a licença é na verdade Creative Commons, mas este não existe ainda em /system/data/licenses/.
Você pode criar a sua própria, naturalmente, mas isso nos desviaria deste exemplo educativo.
Espero que SHINTA não exista... :)
Finalmente, vamos criar o arquivo .hpkg em si. Abra um Terminal em “PastaQualquer” e digite:
 
package create -b textbank.hpkg
 
Isso cria um pacote vazio com apenas o .PackageInfo. Continue com:
 
package add textbank.hpkg apps add-ons
 
E voilá! Ponha-o dentro de ~/config/packages para instalar e o TextBank irá aparecer em ~/config/apps/.

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Novidades do WebPositive [2]

Adrien Destugues, aka Pulkomandi, continua trabalhando duro na atualização do WebKit e consequentemente no WebPositive. Com o contrato firmado mês passado, ele está completamente dedicado a esse trabalho e já conseguiu avançar bastante na atualização do navegador nativo do Haiku. Segundo seus relatos, encontrados na blogosfera da página oficial do Haiku, ele já conseguiu conferir ao Web+ a capacidade de memorização de cookies, acesso a páginas como Outlook.com e mail.google.com, entre outros. Também houve relato de conseguir acessar web chat e outras funcionalidades não encontradas nas versões anteriores do Web+.
Entretanto, a versão de testes disponibilizada ainda apresenta alguns bugs na autenticação HTTP, fora outros possíveis problemas não relatados. Portanto, é importante colaborar com o trabalho do Adrien, baixando o novo Web+ e testando num nightly build mais recente possível.

CMake, Ninja e outras ferramentas
Para poder desenvolver seu trabalho, Pulkomandy teve que portar versões atualizadas do CMake (no lugar do Jam, para compilar o WebKit), do Ninja (uma ferramenta de tempo de execução simples e rápida), além de realizar diversas alterações em componentes de sistema, como o Services Kit, o Network Kit e Shared Kit, especialmente no suporte a regex. Todo o trabalho está sendo documentado e está sendo construída uma grande colaboração no Haiku Book através desse esforço.
No fim das contas, apesar do imenso trabalho, os frutos são significativos para todos, usuários e desenvolvedores.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Haiku R1 deve ter nova release candidate nas próximas semanas

Após diversas discussões sobre se a próxima versão do Haiku seria um beta, ao que parece teremos mesmo um novo alfa. Esta semana, Niels publicou na lista de discussão dos desenvolvedores uma chamada para candidatos a gerente de release para o que deve ser o Haiku R1 Alpha 5. As características exigidas para os candidatos encontram-se descritas na própria mensagem e também no Wiki dos desenvolvedores do Haiku.
Segundo a nota, após o merging do ramo do Package Manager no tronco de desenvolvimento principal do Haiku, estima-se que em duas semanas o mesmo entre no modo release. O lançamento do suposto Alpha 5, porém, é estimado para janeiro do ano que vem.
Este anúncio acontece um mês depois da suposição publicada por Humdinger de que a partir do BeGeistert 027, realizado em setembro passado, teríamos ainda este ano o lançamento da versão beta e, em 2014, a tão aguardada versão final.

E o Beta?
Anteriormente, tinha-se como milestone para o lançamento da versão beta justamente a conclusão dos trabalhos em cima do PM. Entretanto, após uma série de discussões envolvendo as limitações técnicas do navegador Webpositive, especialmente a falta de suporte ao HTML5, definiu-se para o beta a resolução desse e de outros problemas de usabilidade do sistema. Como acordado há vários anos pelos desenvolvedores, uma versão final do Haiku só pode ser lançada quando o sistema estiver pronto para ser utilizado em produção por usuários finais. E é bastante conhecido da comunidade o quanto os desenvolvedores são rígidos quanto a essa premissa. Não é à toa que, mesmo depois de 12 anos de desenvolvimento, o Haiku ainda esteja em fase alfa.
Enquanto o novo alfa não é lançado, os colaboradores da comunidade podem ir experimentando, através das nightly builds, o gostinho do Haiku com o PM que, segundo os desenvolvedores, está recebendo refinamentos para começar a funcionar plenamente com os HaikuDepots a partir da nova versão. No momento, já é possível instalar alguns aplicativos atualmente disponíveis nos Depots oficiais.

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Não é apenas pelo dinheiro: Kickstarter para o Haiku

Recentemente começou uma longa discussão no fórum da página oficial do Haiku sobre lançar (ou não) uma campanha no Kickstarter para angariar fundos para o projeto. Entre as argumentações, a necessidade de acelerar o desenvolvimento, a difusão, a criação de uma "HaikuBox", entre outras sugestões. Particularmente, concentrei minha atenção nas colocações do Ryan Leavengood, tesoureiro da Haiku, Inc. Ele expressou que já havia pensado no assunto há algum tempo, mas precisava amadurecer algumas questões, como qual projeto desenvolver para atrair investidores que ainda não usam/conhecem o Haiku, qual o montante a angariar, como divulgar a campanha para o público potencial, etc.
A discussão também trouxe à tona algumas informações que geralmente são desconhecidas inclusive da comunidade não envolvida em desenvolvimento: os valores envolvidos nos contratos de dedicação exclusiva ao Haiku, pagos pela Haiku, Inc.; a motivação (ou não) dos desenvolvedores para assumir contratos dessa natureza; o porquê de não contratar desenvolvedores externos para estas tarefas, etc.
Resumo da ópera: a questão não é apenas dinheiro. A Haiku, Inc. possui recursos em caixa para sustentar mais dois contratos de exclusividade até o fim do ano, já agendados e previstos. As arrecadações feitas através do Bounty são suficientes para as necessidades atuais do projeto, no ritmo em que se encontra. Naturalmente que com mais dinheiro e desenvolvedores dispostos a dedicar mais tempo, as coisas acelerariam muito mais.
A respeito de uma possível "HaikuBox", muitas sugestões foram levantadas, especialmente mini-pcs com processadores Intel Atom ou ARM que servissem como servidores multimídia. Uma das sugestões que mais agradou foi o encapsulamento de uma placa Raspberry Pi numa case com a logo do Haiku. O grande problema em desenvolver um hardware dessa natureza está no desenvolvimento recente e, portanto, incipiente da versão do Haiku para a plataforma ARM. O Alexander von Gluck está encabeçando o subprojeto, aparentemente sozinho, e vem realizando progressos lentos, principalmente por conta da proximidade da versão beta para a plataforma Intel x86.
O fato é que ser desenvolvedor/colaborador do Haiku é uma questão mais de paixão pelo SO: no último contrato firmado, Ingo e Oliver acordaram um valor de EUR 2.000 por 160 horas de trabalho, o que dá EUR 12,50 por hora trabalhada. Num ambiente de recessão e altos impostos que vigora hoje na Europa, é um valor baixo, segundo Leavengood. Para comparar, ele mesmo recebe seis vezes esse valor por hora em contratos de trabalho nos Estados Unidos, desenvolvendo em Ruby on Rails.
Campanhas para o Kickstarter, a exemplo do que aconteceu com o Ubuntu Edge, precisam ser bem dimensionadas, factíveis, oferecer um produto que atenda ou supere as expectativas dos doadores e sejam entregues no prazo acordado. Com uma equipe pequena de desenvolvedores, fica difícil defender prazos mesmo que se tenha muito dinheiro em mãos. São bastante comuns os casos de projetos que conseguiram os valores almejados mas que não concluíram o produto, seja por mal dimensionamento dos custos, seja por falta de capacidade da equipe de desenvolvedores em entregar o produto no prazo. Deixar os doares na mão é um péssimo negócio para projetos com comunidade pequena, como é o caso do Haiku.
Esta semana conversei por e-mail com o Stephan Aßmus (aka Stippi), um dos principais desenvolvedores do Haiku e que possui uma empresa, a DramaQueen Gmbh, que desenvolve um aplicativo gerador e gerenciador de roteiros para cinema, sobre o porque do DramaQueen não possuir um porte para o Haiku. Para exemplificar, há cerca de um mês foi lançada uma versão do aplicativo para Linux. Segundo Stippi, o DramaQueen é desenvolvido utilizando o SWT do Eclipse, uma API Java que não possui suporte no Haiku. Apesar do porte feito no ano passado do OpenJDK, o suporte a Java no Haiku ainda não é completo e possui alguns problemas que o inviabilizam nas recentes nightly builds. É possível desenvolver para Java e rodar alguns aplicativos básicos usando o pacote developmentjava do installoptionalpackage, mas é só. Aplicativos mais robustos, como o próprio DramaQueen e o Storybook (voltado para escritores de livros), dependem de um suporte maior do Java para rodar redondo no Haiku.
Voltando à discussão inicial, Leavengood também tocou num assunto importante: o visual da interface gráfica do Haiku. Ele compartilha da mesma opinião de alguns usuários e simpatizantes: o visual retrô do Haiku afasta os novatos. Uma facelift do Rastreador (que, em última instância, é o "gerenciador de janelas" do sistema) seria mais do que bem vinda, acompanhada de um suporte nativo a composite - e junto com ele, transparências.
Eu acredito no grande potencial do Haiku em ser um poderoso sistema operacional para estação de trabalho gráfica e de multimídia, assim como seu concorrente histórico, o MacOS. Após o lançamento da versão R1 final, tudo indica que o desenvolvimento se voltará para a plataforma Intel x86_64 e para o ARM, abraçando os atuais padrões de mercado. Ou seja, a modernização do sistema depende de atingir, primeiro, o grande objetivo de Michael Phipps ao criar o OpenBeOS, que era ter total compatibilidade binária com o BeOS R5. A tarefa está quase concluída, falta pouco.

Haiku: Gerenciador de Pacote – Fazendo as Coisas Certas

Na esteira do assunto do momento, que é o gerenciador de pacotes do Haiku, traduzimos o artigo do Phillipe Saint-Pierre para o Unixmen que trata sobre o assunto. Uma pequena introdução para que nos preparemos para o que vem por aí.

Haiku: Gerenciador de Pacote – Fazendo as Coisas Certas
Escrito por Phillipe Saint-Pierre em 11 de junho de 2013

A comunidade Haiku está vivendo um momento muito peculiar estes dias. Eles estão testemunhando a criação do seu Gerenciador de Pacote. Considerado geralmente como a última peça faltante antes do Beta, a Haiku, Inc. atribuiu recentemente dois contratos que permitem trabalho em tempo integral neste subprojeto.
Enquanto isso, aqui está uma apresentação de como se espera que funcione:
Primeiramente, para responder a uma potencial pergunta frequente (PFAQ?), não, não é reutilizar outro formato de pacote do mundo do código aberto. Seguindo a filosofia do Haiku (e do BeOS), eles fomentam fazer as coisas certas. «Teria sido mais rápido» não é um argumento válido aqui. Realmente, várias decisões teriam sido tomadas diferentemente se fosse apenas considerado o tempo. Ao invés disso, uma solução baseada em sistema de arquivos foi criada, sendo tanto elegante como simples.
Então, como o Gerenciador de Pacote trabalha? É bastante simples. Como muitos sistemas, o Haiku permite processos para observar o conteúdo de certos diretórios. Assim, o Gerenciador de Pacote observa o conteúdo de muitos diretórios predeterminados e recebe eventos quando arquivos são adicionados ou removidos deles. Você colocaria o arquivo do pacote dentro de /boot/common/packages para uma instalação para o sistema inteiro ou /boot/home/config/packages para uma instalação para usuário único (a propósito, este último pode não fazer muito sentido uma vez que o Haiku é ainda um SO monousuário, mas é uma evidência futura).
Então, quando um pacote é movido para dentro de um daqueles diretórios, o Gerenciador de Pacote toma nota. Ele olha se existem quaisquer dependências faltantes e o conteúdo é então virtualmente extraído dos diretórios adequados. Virtualmente sim, porque /boot/common é um ponto de montagem de um sistema de arquivos chamado packagefs e seu conteúdo é realmente a união do todos os arquivos de pacotes em seu subdiretório de pacote. Em outras palavras, em /boot/common você verá os arquivos contidos em todos os arquivos HPKG situados em /boot/common/packages, e o mesmo pode ser dito para /boot/home/config.
Este processo de instalação pode ainda ser feito manualmente ao colocar aqueles arquivos utilizando o explorador de arquivos (copiar-colar, baixar diretamente para aquela localização) ou com a ajuda de uma ferramenta. Ou seja, o “mecanismo atrás dos bastidores” é igual.
Também, como você pode adivinhar, para remover um pacote, pode-se simplesmente remover arquivo do pacote de seu diretório de “pacotes” (seja ao eliminar o arquivo ou movê-lo para outra pasta). O daemon do gerenciador de pacote gerenciará casos onde dependências que foram instaladas com o pacote removido já não são requeridas e oferecer para limpar seu sistema.
Se você está interessado em aprender mais sobre este novo Gerenciador de Pacote, a principal fonte de informação sobre a matéria é o Wiki. Lá, você encontrará links para o repositório onde o código está sendo trabalhado, as especificações do formato de arquivo e políticas sobre como construir um pacote. Ele já é testável e a lista de pacotes disponíveis está crescendo. Ele deve ajudar desenvolvedores externos a tentar portar seus softwares e empacotá-los para o Haiku.

Fonte: Unixmen

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Haikusiasta 001: 24 de agosto

Apesar de quase termos adiado a realização do nosso encontro este ano, o desejo da comunidade foi mais forte e resolvemos realizar o nosso Haikusiasta 001 aos moldes do Haiku Down Under da Austrália: será através de Google Hangout no dia 24 de agosto, sábado, a partir das 19 horas. Neste encontro, discutiremos o estágio atual do Haiku, a participação da comunidade brasileira no seu desenvolvimento e os próximos passos.
Com a proximidade da versão beta, que poderá ser anunciada logo após a realização do BeGeistert em setembro, será a oportunidade de nos conhecermos, ainda que virtualmente, nos atualizarmos e decidirmos o destino da comunidade.
Uma das grandes necessidades do Haiku, hoje, é o incremento de sua equipe de desenvolvedores ativos. Não é à toa que a versão alfa do Haiku R1 tenha durado cerca de 13 anos: com entusiastas trabalhando no projeto em suas horas vagas, cada vez mais raras, o amadurecimento do SO só tomou celeridade nos últimos cinco anos, quando começou a ser apoiado pelo Google Summer of Code e conseguiu verba para contratar alguns dos principais desenvolvedores por tempo integral, como é o caso do HaikuDepot. Existem ainda muitos pontos a serem resolvidos, como suporte a dispositivos apontadores - mesas gráficas, em especial - aplicativos modernos, suporte completo a wireless - a Broadcom ainda não é suportada, etc.
Assim, acreditamos que o Haiku pode ser uma boa plataforma para jovens estudantes de programação se divertirem. O suporte a yab (Yet Another Basic), Free Pascal, Lua, Java, Qt e outras linguagens/frameworks faz do Haiku um ambiente de desenvolvimento bastante eclético.
Portanto, estamos esperando por você em nosso encontro! Junte-se a nós e participe da história do Haiku!

BeGeistert 027: a caminho da versão beta

Humdinger publicou na lista de discussão dos desenvolvedores o convite para o BeGeistert 027, o encontro anual e mundial de usuários e desenvolvedores do Haiku. O evento ocorrerá entre 13 e 19 de setembro próximo, para variar, no Youth Hostel em Düsseldorf, Alemanha, sendo que, também pra variar, na semana de 16 a 19 ocorrerá o Code Sprint, onde os desenvolvedores se reunirão para agilizar pendências e definir rumos.
Por falar em definir rumos, a novidade alvissareira do BeGeistert deste ano está nesta frase do Humdinger:
"With the package management coming along so nicely due to the currently running contracts, this BeGeistert may mark Haiku's transition into beta stage. Join us in celebrating and heaving its big lump over the last hurdles!"
Ou seja, tudo indica que o evento será o marco da transição da fase alfa, que dura longos 12 anos, para a fase beta.
Para registro e maiores informações, basta acessar o sítio do evento.

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

HaikuDepot: o gerenciador de pacotes do Haiku

Nos últimos dias, a movimentação no Git do Haiku tem sido intenso com um nome em comum na maioria dos commits: HaikuDepot. Numa tradução literal, significa "Armazém (ou Depósito) Haiku". A discussão do nome ocorreu no mês de junho - onde o termo Depot foi sugerido, entre outros termos, como Vallet - e eu não havia acompanhado com muita atenção, mas com as recentes atualizações ocorridas nos nightly builds, ficou claro que se trata do gerenciador de pacotes.
Também com base nas informações apresentadas no log do Git, dá a entender que a interface gráfica terá um visual muito parecido com o oferecido pelo Central de Programas do Ubuntu, com screenshots dos aplicativos e suporte ao Package Kit.
Por enquanto, as novidades não foram divulgadas publicamente, mas o que se vê nos logs agrada aos olhos! Para entender a importância desse trabalho para o Haiku como um todo, a conclusão dele é um dos fatores para o lançamento da versão final do Haiku R1. Um outro fator é a conversão dos aplicativos existentes para o formato de empacotamento PKG.
Atualização: uma sugestão de visual para a interface gráfica do Package Manager foi apresentada pelo Humdinger no mês de junho no fórum oficial.

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Encontro do HUG Austrália acontece dia 18/08

O "Haiku Down Under" é um encontro anual do HUG da Austrália que acontece pela sexta vez. Usuários e desenvolvedores australianos discutirão acerca do estágio atual do Haiku, próximos passos e a participação da comunidade local. Com o apelido de "Computer ChaOS", o encontro deste ano será por meio virtual, conforme informações no sítio oficial.
O evento começa às 10 da manhã a partir de Brisbane, Austrália (21 h pelo horário de Brasília) e vai até o meio-dia (23 h BSB).
Curiosidade: "(Land) Down Under" ((terra) lá de baixo) é o título de uma das mais famosas músicas da banda australiana Men At Work, sucesso mundial na década de 1980 e considerada um hino não oficial da Austrália. "Haiku Down Under" pode ser traduzido como "Haiku (da Terra) lá de baixo" ou "Haiku australiano".
Contatos com o Sikosis.
Fonte: Haiku-os.org

sábado, 6 de julho de 2013

Aumentam os portes para o Haiku: agora vai?

O número de portes de aplicativos, especialmente os desenvolvidos em Qt, para o Haiku tem aumentado nos últimos três meses. A causa se deve à atuação mais intensa de dois desenvolvedores: o polonês cognominado StreaK X e o italiano Giovanni Mugnai.
Não que os demais desenvolvedores estejam parados: Ingo Weinhold e Oliver Tappe estão trabalhando em cima do novo gerenciador de pacotes do Haiku - ainda sem nome definido e cujo contrato de dedicação dos desenvolvedores foi ampliado para mais três meses, indo até setembro deste ano - e os demais permanecem batalhando para lançar o mais breve possível a versão final do Haiku R1, embora este último dependa da conclusão do primeiro.
Contudo, um SO sem bons aplicativos não chama a atenção de novos desenvolvedores, nem de potenciais usuários. Com o porte do Qt 4.8.5 para o Haiku, facilitou-se em muito trazer para o SO aplicativos já existentes na plataforma GNU/Linux, além de permitir o desenvolvimento de novos aplicativos para o Haiku, como fez StreaK X com seu Haiku Radio, um player de rádio online desenvolvido em Free Pascal via o recém portado Lazarus.
Semanalmente, novos aplicativos têm aparecido no Haikuware: recentemente foram os já citados Haiku Radio e Lazarus for Haiku, além do Internet Surfboard (navegador web semelhante ao Google Chrome, que utilizo neste momento para escrever este post), Little Writer (um editor rich text que suporta inclusão de imagens e exporta para PDF, ODT, TXT e HTML), diversos aplicativos de notas, alguns com suporte a serviços na nuvem, tipo Evernote, jogos, editores para desenvolvimento, etc. A lista é grande e a importância dos aplicativos vai muito do gosto de cada usuário.
Toda esta movimentação vem reforçando um sentimento que tenho cada vez que leio as mensagens nas listas de discussão do Haiku: estamos caminhando cada vez mais rápido para uma versão final do Haiku R1. Depois de 12 anos de desenvolvimento, considerado muito lento se comparado a projetos mais movimentados, como o GNU/Linux, tem-se a sensação de que até 2014 veremos a versão final estável do SO.
Ainda não é possível afirmar uma data - nem mesmo os principais desenvolvedores se arriscam a dar um palpite - mas tudo caminha para os finalmentes em muito breve. Também não se sabe se o Haiku emplacará como um SO de comunidade grande ou se permanecerá como um sistema de nicho, um "toy OS" como o chamam os detratores.
O que se observa, entretanto, é que ainda falta muita coisa a ser refinada: os navegadores baseados em Qt possuem um bug chato que não reconhecem corretamente os acentos das línguas latinas, causando erros de digitação ou acrescentando sinais indesejados, isso quando simplesmente não travam do nada e nos obrigam a fechar a janela do navegador; apesar do bem vindo porte do Scribus e o desenvolvimento inicial do Little Writer, o sistema não possui uma suíte de escritório que se compare a um LibreOffice - uma opção seria o Calligra, entretanto ele exige uma runtime do KDE que não pode ainda ser portado para o Haiku; sem o gerenciador de pacotes definido, a instalação de programas ainda é nebuloso para quem está acostumado às facilidades de uma Central de Software do Ubuntu ou aos instaladores gráficos das demais distros GNU/Linux; para mim, em especial, incomoda ainda mais não ter minha tablet gráfica Wacom Intuos4 suportada nativamente pelo sistema, quando no SO do pinguim praticamente todas as mesas digitalizadoras, sejam ou não Wacom, são suportadas diretamente pelo kernel.
Nesse ponto, fica justamente o princípio que sempre defendo: de que o Haiku deveria seguir sua vocação multimídia, herdada do BeOS, e dar total suporte aos dispositivos voltados para essa área. O mercado demanda esse tipo de suporte e isso atrairia grandes desenvolvedores, empresas ávidas em oferecer produtos pagos para esse setor - algo que não conflita com o pensamento dos desenvolvedores do Haiku.
Independentemente destes detalhes, o fato é que o Haiku amadurece a olhos vistos e os desenvolvedores já começam a discutir funcionalidades que deverão ser incluídas na futura versão R2. É bem certo que ressuscitem o projeto Glass Elevator, que deve dar uma cara mais moderna ao sistema, melhorando o suporte a composite e atualizando o visual da Área de Trabalho. A participação da comunidade é bem vinda e sugestões, ideias e novos projetos são vistos pela equipe de desenvolvimento com bons olhos. Nossa equipe de tradução para o pt_br também está precisando de ajuda e agradece a colaboração de todos - recebemos sugestões de alguns usuários do Potter, aos quais agradecemos imensamente.

terça-feira, 26 de março de 2013

O SMPlayer chega ao Haiku

Aos poucos o Haiku vem ganhando reforços em seus repositórios de aplicativos, agradando os usuários atuais e dando fôlego para apresentar o sistema para os novatos.
Em mais um trabalho de porte do Giovanni Mugnai, o SMPlayer, conhecido frontend gráfico para o igualmente conhecido MPlayer, chega ao Haiku atualizado. Como de praxe, o aplicativo está disponível no Haikuware. Ao ser instalado, oferece também a instalação de um minibrowser que permite acessar o YouTube e baixar ou rodar diretamente no SMPlayer os vídeos disponíveis. Também na instalação é possível definir se o player padrão será o SMPlayer ou se mantém o MediaPlayer.
Para os fãs de jogos, também foram disponibilizados pelo Christian Albrecht (aka Lelldorin) Brickmaster (clone do Arcanoid feito no EGSL) e 1945 (clone do World War 2). No ritmo em que as coisas andam, 2013 tem tudo para ser o ano do Haiku. ;D

sexta-feira, 15 de março de 2013

Qupzilla 1.4.0 e qBittorrent disponíveis no Haiku



Giovanni Mugnai (Giova84) continua trabalhando a todo vapor no porte de aplicativos baseados na biblioteca Qt para a plataforma Haiku. Após anunciar o porte do Scribus, hoje ele nos brindou com a liberação dos portes do Qupzilla 1.4.0 e do qBittorrent.
O Qupzilla é um navegador web multiplataforma que utiliza o engine Webkit (o mesmo utilizado pelo Google Chrome e pelo Web+) e o Qt. Sua vantagem em relação ao navegador nativo Web+ são algumas ferramentas e extensões disponíveis, como o AdBlocks, a exibição de previews das páginas mais acessadas e possibilidade de salvar senhas de páginas acessadas por usuário, entre outras.


Já o qBittorrent, como o nome já diz, é um cliente P2P para a troca de arquivos. Foi o primeiro cliente P2P a oferecer suporte aos Magnet Links, altamente utilizados pelo The Pirate Bay. Além disso, possui ferramenta de pesquisa na Web integrado e sistema tipo streaming para download e exibição de arquivos de áudio e vídeo.
Se alguém estava reclamando da falta de aplicativos atualizados para o Haiku, o Giovanni está dando uma resposta à altura.
Só podemos dizer, em bom italiano: "Più forte, Giova!"