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sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Feliz Haiku Novo!

Ainda não temos um beta, mas estamos chegando perto. Em sua última mensagem de 2014, Adrien "Pulkomandy" Destugues sinalizou uma série de melhorias no sistema com vistas ao lançamento do Beta 1. Também é possível acompanhar melhorias como o Haiku Depot Web e o sistema de classificação do gerenciador de pacotes do Haiku. Esse sistema exigiu a construção de uma ferramenta de login de usuário, o que pode ser aproveitado para as próximas versões, quando se pensa em permitir que a workstation Haiku seja multiusuário. Para quem ainda não o fez, recomendamos a atualização do sistema conforme comentamos neste post.
Segundo a mais recente mensagem de Pulkomandy (de 09/01/2015), faltam 2.425 tickets de problemas para serem corrigidos antes do lançamento da versão R1 final. Pelo ritmo com que as correções estão acontecendo, é possível que ainda este ano o Haiku R1 final veja a luz. É o que todos nós, que estamos acompanhando o trabalho dos desenvolvedores, esperamos.

sábado, 12 de julho de 2014

Atualização do Haiku agora é via Haiku Depot

Quem visitou o Haiku Files nos últimos dias deve ter verificado que não estão sendo mais disponibilizados nightly builds recentes naquela página - a última versão, hrev47380, data de 16 de junho passado. O motivo reside na mudança da forma como atualizar o sistema, que agora ocorre via Haiku Depot (Depósito Haiku, na nossa versão). Neste post no fórum oficial, consta o conjunto de comandos necessários para acrescentar ao gerenciador de pacotes os repositórios com as versões atualizadas do sistema - a versão mais recente é hrev47490, de 12 de julho (ou seja, hoje).
Segundo um dos comentaristas do post, isto torna o Haiku um sistema rolling release, com atualizações de sistema automáticas. Ainda é cedo para confirmar isso, uma vez que a versão final do sistema ainda não saiu, nem mesmo o prometido alpha 5. Por outro lado, trata-se de um grande passo dado desde a criação do gerenciador de pacotes, sendo um sensível sinal de amadurecimento. Aguardemos as cenas dos próximos capítulos.

Atualização:
Hoje foi anunciada a nova página dos nightly builds.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Instalando aplicativos no Haiku (na nova hierarquia de pastas)

Traduzimos um pequeno tutorial disponibilizado pelo Humdinger no fórum do Haiku explicando de maneira simples como instalar aplicativos no Haiku R1A4 com Package Manager (PM). Como a criação do PM obrigou à substituição de algumas pastas de sistema, bem como a alteração de acesso de outras, este tutorial é bastante útil tanto para entender como instalar os aplicativos em si, como dá uma fórmula simples de como empacotar usando o novo formato .hpkg.

Instalando aplicativos


Com a recente incorporação do gerenciador de pacotes (obtenha uma nightly image e verifique) algumas coisas mudaram com respeito a instalação de aplicativos. Veja bem, tudo ainda está em evolução, com erros sendo encontrados e corrigidos e funcionalidades sendo refinadas (este artigo foi escrito para a versão hrev46218). Também, tenha em mente que não estou pessoalmente a par das funcionalidades do gerenciador de pacotes. Apreciarei correções, complementos e dicas!

Uma vez que os repositórios e pacotes estejam disponíveis e o HaikuDepot esteja mais completo em recursos, as coisas ficarão mais fáceis. Mas, até lá, eis como entendo as coisas. Existem basicamente três cenários:


1. Um novo pacote .hpkg correspondente

Se instalado automaticamente via HaikuDepot, por exemplo o WonderBrush, ou baixado de algum site. Ao usar o HaikuDepot, tudo estará configurado. Se baixar algo mais, apenas mova o arquivo .hpkg para dentro de ~/config/packages/ e (no caso de um aplicativo) ele aparecerá em ~/config/apps/.


2. Um “velho” arquivo autônomo

Estes vem tradicionalmente de sites como BeBits ou Haikuware na forma de uma pasta zipada. Como antes, você pode descompactar em qualquer lugar em /boot/home/ (exceto ~/config/ que é apenas leitura) e carregar o aplicativo do mesmo jeito que fazia antes do gerenciador de pacotes.


3. Um “velho” arquivo compactado que tem arquivos para espalhar

Este é o caso onde você costumava descompactar o arquivo em qualquer lugar e tinha que executar um script de instalação ou copiar alguns arquivos para locais especiais. Pensem em protetores de tela, tradutores e coisas semelhantes. Uma vez que a hierarquia do sistema de arquivos foi ligeiramente alterada e algumas pastas tornaram-se apenas leitura, aqueles aplicativos não mais funcionam facilmente. Você tem duas escolhas para fazê-los funcionar:


3.1 A pasta non-packaged

Em ~/config/non-packaged/ você pode recriar a hierarquia de arquivos necessária. Tomemos como exemplo a muito conveniente ferramenta TextBank, que oferece um histórico e modelos da área de transferência. Após descompactá-la para ~/config/non-packaged/apps/ você pode carregar o TextBank, mas ele ainda não fará nada. Os adicionais input_server TextBankAssistantPasteSender e TextBankAssistantSpy não estarão ainda no lugar certo no sistema de arquivos e portanto não serão carregados pelo sistema.

O TextBank se oferece para instalar aqueles arquivos em suas preferências, mas desde a mudança de hierarquia por causa do gerenciamento de pacotes, isso não funciona mais. Você terá que fazer isso manualmente, criando as pastas necessárias e copiando o arquivo correspondente:


~/config/non-packaged/add-ons/input_server/devices/TextBankAssistantPasteSender

~/config/non-packaged/add-ons/input_server/filters/TextBankAssistantSpy


Na próxima vez que reiniciar (ou restartar o input_server pelo Terminal com “/system/servers/input_server -q”) ele deverá funcionar.


3.2 Fazendo-o dentro de um pacote .hpkg correspondente

O método da pasta non-packaged é um pouco incômodo se você está atualizando seu sistema do zero frequentemente. Eis como criar um .hpkg do TextBank:

Crie uma pasta qualquer “PastaQualquer” e acrescente nela as subpastas “apps”, “add-ons/input_server/filters/” e “add-ons/input_server/devices/”.

Então descompacte o arquivo TextBank em “apps” e mova "TextBankAssistantPasteSender" e "TextBankAssistantSpy" para as pastas correspondentes recém-criadas.

Agora, a parte mais difícil, você tem que criar o arquivo de texto “.PackageInfo” na pasta pai “PastaQualquer”. A sintaxe exata desse arquivo é descrita na wiki do PM. Além disso, arquivos .hpkg abertos no Expansor (marque “Mostrar Conteúdo”) pode ser educativo. Ele mostrará algo assim:


name                    textbank_x86
version                 5.3.2-1
architecture            x86_gcc2
 
summary                 "A tool to provide clipboard history and more"
description             "Useful text provision tool (Clipboard history/template/time & date...)"
 
packager                "Humdinger "
vendor                  "SHINTA"
 
copyrights              "SHINTA"
licenses                "MIT"
 
provides {
                        textbank_x86 = 5.3.2-1
}
 
Observe, a licença é na verdade Creative Commons, mas este não existe ainda em /system/data/licenses/.
Você pode criar a sua própria, naturalmente, mas isso nos desviaria deste exemplo educativo.
Espero que SHINTA não exista... :)
Finalmente, vamos criar o arquivo .hpkg em si. Abra um Terminal em “PastaQualquer” e digite:
 
package create -b textbank.hpkg
 
Isso cria um pacote vazio com apenas o .PackageInfo. Continue com:
 
package add textbank.hpkg apps add-ons
 
E voilá! Ponha-o dentro de ~/config/packages para instalar e o TextBank irá aparecer em ~/config/apps/.

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Haiku: Gerenciador de Pacote – Fazendo as Coisas Certas

Na esteira do assunto do momento, que é o gerenciador de pacotes do Haiku, traduzimos o artigo do Phillipe Saint-Pierre para o Unixmen que trata sobre o assunto. Uma pequena introdução para que nos preparemos para o que vem por aí.

Haiku: Gerenciador de Pacote – Fazendo as Coisas Certas
Escrito por Phillipe Saint-Pierre em 11 de junho de 2013

A comunidade Haiku está vivendo um momento muito peculiar estes dias. Eles estão testemunhando a criação do seu Gerenciador de Pacote. Considerado geralmente como a última peça faltante antes do Beta, a Haiku, Inc. atribuiu recentemente dois contratos que permitem trabalho em tempo integral neste subprojeto.
Enquanto isso, aqui está uma apresentação de como se espera que funcione:
Primeiramente, para responder a uma potencial pergunta frequente (PFAQ?), não, não é reutilizar outro formato de pacote do mundo do código aberto. Seguindo a filosofia do Haiku (e do BeOS), eles fomentam fazer as coisas certas. «Teria sido mais rápido» não é um argumento válido aqui. Realmente, várias decisões teriam sido tomadas diferentemente se fosse apenas considerado o tempo. Ao invés disso, uma solução baseada em sistema de arquivos foi criada, sendo tanto elegante como simples.
Então, como o Gerenciador de Pacote trabalha? É bastante simples. Como muitos sistemas, o Haiku permite processos para observar o conteúdo de certos diretórios. Assim, o Gerenciador de Pacote observa o conteúdo de muitos diretórios predeterminados e recebe eventos quando arquivos são adicionados ou removidos deles. Você colocaria o arquivo do pacote dentro de /boot/common/packages para uma instalação para o sistema inteiro ou /boot/home/config/packages para uma instalação para usuário único (a propósito, este último pode não fazer muito sentido uma vez que o Haiku é ainda um SO monousuário, mas é uma evidência futura).
Então, quando um pacote é movido para dentro de um daqueles diretórios, o Gerenciador de Pacote toma nota. Ele olha se existem quaisquer dependências faltantes e o conteúdo é então virtualmente extraído dos diretórios adequados. Virtualmente sim, porque /boot/common é um ponto de montagem de um sistema de arquivos chamado packagefs e seu conteúdo é realmente a união do todos os arquivos de pacotes em seu subdiretório de pacote. Em outras palavras, em /boot/common você verá os arquivos contidos em todos os arquivos HPKG situados em /boot/common/packages, e o mesmo pode ser dito para /boot/home/config.
Este processo de instalação pode ainda ser feito manualmente ao colocar aqueles arquivos utilizando o explorador de arquivos (copiar-colar, baixar diretamente para aquela localização) ou com a ajuda de uma ferramenta. Ou seja, o “mecanismo atrás dos bastidores” é igual.
Também, como você pode adivinhar, para remover um pacote, pode-se simplesmente remover arquivo do pacote de seu diretório de “pacotes” (seja ao eliminar o arquivo ou movê-lo para outra pasta). O daemon do gerenciador de pacote gerenciará casos onde dependências que foram instaladas com o pacote removido já não são requeridas e oferecer para limpar seu sistema.
Se você está interessado em aprender mais sobre este novo Gerenciador de Pacote, a principal fonte de informação sobre a matéria é o Wiki. Lá, você encontrará links para o repositório onde o código está sendo trabalhado, as especificações do formato de arquivo e políticas sobre como construir um pacote. Ele já é testável e a lista de pacotes disponíveis está crescendo. Ele deve ajudar desenvolvedores externos a tentar portar seus softwares e empacotá-los para o Haiku.

Fonte: Unixmen

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

HaikuDepot: o gerenciador de pacotes do Haiku

Nos últimos dias, a movimentação no Git do Haiku tem sido intenso com um nome em comum na maioria dos commits: HaikuDepot. Numa tradução literal, significa "Armazém (ou Depósito) Haiku". A discussão do nome ocorreu no mês de junho - onde o termo Depot foi sugerido, entre outros termos, como Vallet - e eu não havia acompanhado com muita atenção, mas com as recentes atualizações ocorridas nos nightly builds, ficou claro que se trata do gerenciador de pacotes.
Também com base nas informações apresentadas no log do Git, dá a entender que a interface gráfica terá um visual muito parecido com o oferecido pelo Central de Programas do Ubuntu, com screenshots dos aplicativos e suporte ao Package Kit.
Por enquanto, as novidades não foram divulgadas publicamente, mas o que se vê nos logs agrada aos olhos! Para entender a importância desse trabalho para o Haiku como um todo, a conclusão dele é um dos fatores para o lançamento da versão final do Haiku R1. Um outro fator é a conversão dos aplicativos existentes para o formato de empacotamento PKG.
Atualização: uma sugestão de visual para a interface gráfica do Package Manager foi apresentada pelo Humdinger no mês de junho no fórum oficial.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Guia básico de Git: git-start

Mais uma notícia para quem é ou está pensando em tornar-se desenvolvedor, no Haiku ou em outros projetos: Fernando Damião liberou um guia básico de uso do Git em português do Brasil. Para quem não conhece, o Git é um dos sistemas de versionamento mais usados no mundo do software livre e o projeto Haiku não é exceção. Desenvolvido pelo próprio Linus Torvalds em 2005, este programa é conhecido por sua velocidade na atualização dos diversos branches de um projeto, bem como pela sua robustez.
O guia está disponível tanto pelo GitHub quanto em versão Web. No GitHub é possível baixar uma versão em PDF para leitura offline.
Fonte: Br-Linux.org

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

O Sistema Operacional mais intrigante de 1998, 15 anos depois: na prática com Haiku alpha 4

A Ars Technica publicou recentemente um artigo avaliando o Haiku R1 Alpha 4.1. Como de costume, estamos publicando esta tradução para apreciação de todos os Haikusiastas.

 

O Sistema Operacional mais intrigante de 1998, 15 anos depois: na prática com Haiku alpha 4

A nostalgia corre solta, mas o reinício do BeOS é mais do que uma diversão interessante?
por Jeremy Reimer - Jan 8 2013, 11:00am HB

Um SO do passado
Revivido e libertado pelo código aberto
Esperando para ser usado

Haiku não é apenas um curto poema japonês com uma estrutura definida – é também o nome de uma recriação em código aberto do BeOS, um sistema operacional alternativo originalmente desenvolvido em meados dos anos 1990. Foi a invenção de Jean-Louis Gassée, um excêntrico e entusiasmado gerente e cabeça da Apple França. Ele galgou seu caminho de executivo para tornar-se a cabeça de “desenvolvimento avançado de produtos e marketing mundial” antes de ser forçado a sair da companhia pelo então CEO John Sculley em 1990.
Intimorato, Gassée decidiu que criaria uma plataforma de computação completamente nova do zero, incluindo tanto hardware personalizado como um sistema operacional novo. Gassée estava seguindo as pegadas de Steve Jobs, que havia tentado a mesma coisa com o NeXT em 1985 quando ele foi afastado da Apple.
O BeBox foi lançado em outubro de 1995. Era uma fera curiosa, portando dois processadores PowerPC 603e 66MHz, uma “GeekPort” para anexar dispositivos eletrônicos personalizados, e “Blinkenlights” verticais, tiras de LED que exibiam a utilização da CPU. Apenas 1,8 mil BeBoxes foram vendidas no total antes da Be, Inc descontinuar a fabricação de todo o hardware e concentrar-se nas vendas do sistema operacional em si, inicialmente para Macintoshes PowerPC.
Em 1996, a Apple estava procurando por um novo sistema operacional para substituir seu fracassado projeto “Copland” e por enquanto o BeOS estava no topo da lista (esta lista incluía Windows NT e Solaris, nenhum dos quais especialmente apetitoso para os fãs da Apple). Enquanto negociava o preço de venda, Gassée, exibindo sua típica confiança bombástica, disse a um repórter que “nós temos a Apple pelas bolas e iremos apertar até machucar”. Alguém da Apple “pegou ar” com isso e ligou para um cara, que ligou para outro cara... que ligou para Steve Jobs na NeXT. O resto é história. “C'est la vie” (é a vida), disse Gassée, e mudou o foco do BeOS para os Pcs com base x86.
O BeOS alcançou seu auge de sucesso em 2000 quando a versão R5 foi lançada como um download grátis. Contudo, poucas pessoas atualizaram para a versão “Profissional” de US$ 99 e uma última tentativa para Be, Inc vendeu todos os seus ativos à Palm, Inc em novembro de 2001 por US$ 11 milhões.
A partir daí, uma companhia alemã, yellowTAB, lançou uma “nova” versão do BeOS chamada Zeta em 2005 (a qual eu analisei). Contudo, a companhia nunca confirmou se tinha ou não acesso ao código fonte do BeOS. A companhia descontinuou o Zeta em 2007, afirmando que as vendas falharam em cumprir as expectativas.
Com o status legal do código fonte do BeOS no limbo, sucedeu a um grupo de hackers de código aberto tentar recentemente manter o sonho do BeOS vivo. Seu projeto fi originalmente nomeado OpenBeOS, mas questões de marca registrada forçaram a uma mudança de nome. Haiku foi escolhido como uma evocação às antigas mensagens de erro do navegador Web embutido no BeOS, as quais eram apresentadas (apropriadamente) em forma de haicai. Hoje, o grupo Haiku tem em vista não apenas reconstruir aquele sistema operacional, mas também executar binários de aplicativos originalmente desenhados para o BeOS. Com a equipe recentemente lançando a versão R1/Alpha 4.1, a Ars decidiu pegar o SO para um test-drive. 
 

Instalação
O Haiku está disponível para download em um empacotamento de código fonte: um arquivo .iso que pode ser usado para queimar um DVD de inicialização live e instalação, e um arquivo binário .image que pode ser gravado diretamente em um dispositivo USB. O último é o método preferido para avaliar o Haiku. Ele pode rodar diretamente do dispositivo flash sem necessidade de instalá-lo no disco rígido do computador.
Copiar o arquivo .image para um pendrive pode ser feito com o comando 'dd' do Unix no Linux e no OS X, ou utilizando o programa gratuito ImageWriter em sistemas Windows. Uma vez que a imagem tenha sido copiada para o dispositivo USB, o computador imediatamente reclama que não pode ler o dispositivo. No caso do Windows, ele sempre oferece para formatá-lo. A razão que ele não lê o dispositivo é que ele é formatado com o sistema de arquivos BFS, nativo do BeOS. Que é algo que apenas o BeOS (e agora, o Haiku) sabe como ler.
Para iniciar o sistema operacional, simplesmente insira o pendrive numa porta USB e reinicie. Os computadores mais modernos podem ser configurados para inicializar a partir do USB pressionando a tecla 'Del' durante o processo de inicialização e então selecionando o pendrive manualmente no menu de ordem de inicialização.
O arquivo .image cria uma partição de aproximadamente 600MB para o Haiku, deixando o resto do dispositivo USB sem particionamento e vazio (o meu tinha capacidade de 2GB). Para futuros lançamentos, a equipe do Haiku deveria considerar seriamente aumentar o tamanho da partição, como a distribuição padrão preenche aqueles 600MB quase completamente, deixa poucos megabytes livres. O aplicativo gerenciador de partições embutido no Haiku permite que você particione, formate e monte o resto do espaço como outro dispositivo virtual, mas ele não pode redimensionar dinamicamente as partições. Isto se torna um problema quando em teste.

Hardware testado
Primeiro testei o pendrive Haiku em um computador mais antigo, um Core 2 Duo com 1.8 GHz e 2GB de RAM. Infelizmente, por qualquer razão, o computador entrou num loop de inicialização sem fim assim que começou a acessar o pendrive.
Em seguida, tentei inicializar de meu confiável MacBook (um velho modelo de 2008, o primeiro a vir com o corpo único de alumínio, com 4 GB de RAM). Tristemente, o dispositivo USB recusou-se a inicializar de todo jeito naquele hardware. Tentei inicializar a partir do Live DVD, alternativamente. Obtive até uma tela de boot, mas então o computador travou e recusou-se a seguir em frente.
O último computador em que tentei foi uma placa-mãe ASUS P5K-VM com um CPU Core 2 Quad Q6600 rodando a 2.4GHz e 8GB de RAM. Este é meu PC Media Center, conectado diretamente à minha televisão. Afortunadamente, o Haiku inicializou neste hardware sem qualquer problema. A inicialização foi muito rápida e tomou menos que 15 segundo para obter uma área de trabalho totalmente funcional. Por padrão, o sistema inicializou numa resolução de 1024x768. Infelizmente, não existe opção para alternar para uma resolução widescreen. Procurando nos foruns, encontrei que o sistema estava usando um driver padrão VESA e não estava ciente de minha placa gráfica. Tentei instalar um driver unificado NVIDIA para BeOS (muito) antiga. Ele pareceu instalar corretamente, mas o driver não foi carregado na reinicialização. De acordo com os foruns do Haiku, o sistema operacional irá suportar automaticamente quaisquer placas gráficas NVIDIA até a GeForce 7950, mas placas mais novas que esta (minha placa gráfica é uma delas), ao invés disso, são predefinidas para o driver VESA. O Haiku realiza toda a renderização 3D em modo software e não suporta aceleração 3D, então a falta de um driver não mudaria a funcionalidade completa do sistema operacional neste ponto.
O resto do hardware foi bem suportado: minha placa de rede, sistema de som e vários mouses USB e teclados sem fio, todos funcionaram automaticamente.

Em torno do SO
O sistema operacional Haiku é rápido e responsivo, como um BeOS trazido aos dias de hoje. O kernel é baseado no código aberto do NewOS, o qual é um kernel modular de 32 bits, preemptivo e multitarefa, escrito pelo ex-engenheiro do BeOS, Travis Geiselbrecht. A interface de usuário é um clone direto do BeOS. De fato, ele usa o gerenciador de arquivos e lançador de aplicativos OpenTracker, que a Be, Inc lançou como open source antes da dissolução da companhia. Com o coração e o rosto do sistema operacional rodando código originado no BeOS, o Haiku pode verdadeiramente ser chamado sucessor daquele sistema operacional.
O gerenciador de arquivos Rastreador não tem sido atualizado desde a época do BeOS. Ele abre uma nova janela para cada pasta e cada janela pode ser vista tanto em formato de ícone ou lista. Diferente do Zeta, esta habilidade ainda existe para deslocar a guia amarela de título para trás e para frente no topo da janela utilizando a tecla Shift, permitindo uma espécie de navegação de diretórios múltiplos por guias, localmente. Como acontece com o MacOS clássico, o Haiku lembra o tamanho, posição e estado de cada janela mesmo após uma reinicialização.
O sistema de arquivos, como mencionado anteriormente, é o BFS, que significa Be File System. É um sistema de arquivos moderno, de 64 bits, com journaling e suporte para metadados extensíveis construídos diretamente na interface de usuário do Rastreador. Isto permite ao usuário, por exemplo, adicionar dados em arquivos de música tais como artista e álbum e ordenar por esses termos sem utilizar um aplicativo de terceiros como o iTunes.

Aplicativos
Aplicativos e Preferências são acessados ao clicar o ícone da grande pena azul no topo do Rastreador, o qual também ser como uma barra de tarefas vertical. Clicar na guia de qualquer aplicativo traz em evidência uma lista de janelas associadas com aquele aplicativo.
O Haiku vem com uma quantidade de aplicativos e demonstrações pré-instalados. Existem os acessórios usuais como calculadoras, um editor de ícones, editores de texto, um gravador de som, um gerenciador de contatos chamado Pessoas, um programa de correio eletrônico chamado Correio, vários tocadores de mídia e um visualizador de PDF chamado BePDF. Existe também um aplicativo chamado TV que supostamente é para ser um visualizador para TV análoga, um estilo de televisão que já não existe mais. Ele simplesmente exibe um padrão de teste.
A maioria destes aplicativos estão no mesmo nível do Bloco de Notas e da Calculadora encontrados no Windows - pequenos utilitários que são úteis para começar, mas que você não gostaria de usar no dia a dia. Acredita-se que o Haiku suporte aplicativos BeOS nativos compilados na plataforma x86 diretamente, então eu fui ao BeBits.com, onde antigamente a maioria dos autores BeOS listavam seus aplicativos.
Infelizmente, a maioria dos links de download no BeBits direcionam para as páginas pessoais dos autores e a maioria delas não mais existem. Eu resolvi procurar um aplicativo que ainda existe, um programa de planilha chamado Sum-It. Fui capaz de baixar, instalar e rodá-lo sem problemas.
Mas ainda que você consiga baixá-los, nem todos os aplicativos BeOS funcionam sem problemas. Eu encontrei um porte do AbiWord que não carregou de modo algum. E a principal estrela dos aplicativos BeOS, uma suíte office chamada GoBe Productive, falhou no meio da instalação. De acordo com os foruns do Haiku, se você copiar sobre os arquivos instalados a partir de uma velha cópia do Zeta, ele irá funcionar. Mas eu não tenho mais uma cópia do Zeta por perto, e eu a analisei! Como o GoBe Productive era (e é) um aplicativo de código fechado, não é sempre tão fácil corrigir essas coisas.
O cenário de aplicativos para BeOS, afinal, nunca foi bem povoado, e os aplicativos daquela época tem um indefectível gosto anos 90. Por um curto momento na história o BeOS encontrou algum sucesso no nicho de software para música e aplicativos MIDI, então entusiastas de áudio devem ter algum interesse em rodar estes aplicativos. Mas para muitos aplicativos de produtividade de uso geral, o mundo se moveu para um ambiente de hospedagem baseado na Web. Por conseguinte, qualquer sistema operacional de nicho hoje precisa vir com um bom navegador Web.

Navegando a Web
Quando eu analisei o Zeta em 2005, ele veio com navegador Web embutido do BeOS, o NetPositive. Na época, era horrivelmente desatualizado e basicamente inútil para navegação Web (ele não entendia uma simples linha de CSS, de tão ruim que era!). Felizmente, existia um porte do Firefox 2 chamado BeZilla que funcionou razoavelmente com a Web naquele momento.
Após sete anos, as posições curiosamente reverteram: BeZilla ainda é um porte do Firefox 2 e muitos sítios web (incluindo o Ars Technica) se apresentam terríveis e defeituosos quando renderizados neste navegador. Contudo, a equipe do Haiku incluiu um navegador chamado WebPositive que parece ter um build recente do WebKit como seu core. Ele lida com a navegação até em sítios web avançados com facilidade.
Embora o WebPositive não ganhe nenhuma prova de velocidade, ele funcionou muito bem com todos os sítios web que coloquei nele. A página principal do Ars Technica montou corretamente e funcionou bem, mas uns poucos sítios tiveram alguns problemas menores. Quando acessei a interface baseada em Web do Dropbox, alguns dos botões (tais como o botão "Browse" ao enviar arquivos) estavam sem texto. Apareceram também curiosos retângulos negros se esgueirando ao redor das miniaturas de imagens. Ainda assim, fui capaz de usar o sítio sem quaisquer problemas.
Eu testei o Google Docs e, para minha surpresa, o sítio funcionou perfeitamente, ainda que um pouco mais lentamente do que estou acostumado. Iniciei uma nova planilha e fui capaz de editar, adicionar fórmulas e alterar fontes sem problemas. Dada a extrema antiguidade dos aplicativos de produtividade nativos como GoBe Productive, usar o Google Docs pode ser realmente uma escolha melhor em termos de funcionalidades.
Uma grande falha na navegação Web no Haiku é a ausência do Flash. Quando fui a um sítio com conteúdo de vídeo em Flash, o WebPositive mostrou apenas um retângulo preto. O navegador em si não suporta plugins, e ele não pode entender vídeo nem áudio em HTML5. Isto cria uma grande lacuna (tentativa de trocadilho) na experiência de navegação Web.
Aparentemente existe um porte de um tocador Flash isolado chamado Gnash, mais minhas tentativas de instalá-lo foram sem sucesso, já que as bibliotecas requeridas não cabiam no espaço livre disponível na partição de 600 MB da instalação do Haiku. O tocador não funciona como um plugin nem no WebPositive nem no BeZilla, então ele apenas funcionaria se eu localizasse e baixasse o apropriado arquivo .swf. O que não é exatamente possível na maioria dos sítios de vídeo.

"To BeOS or not to BeOS?"
Antes de tecer as conclusões sobre o Haiku e para quê seu sistema operacional em código aberto pode ser útil, vamos dar um passo atrás e falar sobre que problemas o BeOS originalmente pretendia resolver.
De alguma forma, o BeOS estava à frente do seu tempo. Os arquitetos do hardware e do sistema operacional previram o futuro (aquele que vivemos hoje) onde um simples processador não mais poderia ser construído para rodar mais rápido por si mesmo. Ao invés disso, processadores múltiplos teriam que rodar em paralelo de maneira a agregar performance.
Os softwares de computadores pessoais tem sido tradicionalmente single-threaded por razões muito boas: dividir a execução da tarefa em múltiplos threads é muito mais difícil e inclinado a erros. Para algumas tarefas, como renderização em 3D, é uma coisa fácil e natural dividir a computação (e de fato placas de vídeo modernas funcionam numa natureza massivamente paralela para gerar mais e mais triângulos texturizados na tela em maior velocidade). Mas por muitos problemas, isto não é fácil. E se uma parte do cálculo depende de uma parte anterior sendo completada, mas dois processadores estão rodando ambas as partes ao mesmo tempo? E se um processador muda um bit de memória para zero ao mesmo tempo que outro processado está alterando-o para um? Estas questões, que possuem nomes como deadlocks e race conditions, podem enloquecer os programadores quando tentam debugar seus softwares.
O BeOS tenta resolver este problema forçando todos os softwares a serem multithread por padrão. A interface de programação de aplicativos (API) do BeOS utilizou algo chamado "multithreading pervasivo". Toda interação que o programador tem com a GUI - tal como gerar uma nova janela - abre uma nova thread, e threads seriam distribuídas igualmente para todos os processadores. Esta decisão foi simultaneamente louvada por fazer a interface de usuário do BeOS parecer mais responsivo e vívido que os sistemas operacionais concorrentes, mas ele era também escarnecido por deixar reduzir a estabilidade como aplicativos poderiam frequentemente ficarem confusos e travar.
Mais recentemente, companhias como a Apple tem tentado resolver alguns dos mais espinhosos problemas com multithreading criando bibliotecas como o Grand Central Dispatch, o qual gerencia multiplas threads e automaticamente calcula o número ótimo de threads a criar para qualquer tarefa que possa ser paralelizada. Companhias de jogos como a Valve também criaram bibliotecas de desenvolvimento multicore que torna mais fácil para desenvolvedores pouco experientes utilizar multiplas threads. Estas soluções são provavelmente uma melhor maneira de lidar com programação multithread do que a abordagem do BeOS, mas eles tinham o benefício de muito mais anos de trabalho de desenvolvedores neste problema difícil.
Além da questão do multithreading pervasivo, as outras motivações iniciais para criar o BeOS foram entregar um sistema operacional leve e livre de legado que rodaria utilizando recursos mínimos. Este tipo de coisa tem sido tentada muitas vezes ao longo dos anos. Como qualquer programador dirá a você, é sempre mais divertido começar do zero do que trabalhar numa base de código legado. O BeOS era sempre muito menor e muito rápido, mas ganhou esta habilidade sacrificando funcionalidades. Começar do zero significa que a base do seu aplicativo também começa do zero e a biblioteca de terceiros do BeOS nunca vai ao ponto onde deveria preencher as necessidades computacionais da maioria das pessoas.
Hoje, 11 anos após a Be, Inc fechar as portas, alguém poderia perguntar: qual é o ponto do Haiku? O colapso da Be e mais tarde da yellowTAB mostrou que o sistema operacional nunca iria ganhar dinheiro suficiente para sustentar uma empresa, mas software de código aberto não sofre de tais limitações. Os desenvolvedores podem trabalhar nele como um hobby pelo tempo que desejarem, sem se preocupar sobre se será ou não um sucesso comercial. Isto muda a resposta significativamente. O propósito do Haiku é que bastante gente gosta do BeOS para querer continuar usando-o em hardware moderno. O fato pelo qual o Haiku existe hoje em uma razoavemente útil forma alfa é prova disso.
A parte da satisfação de um pequeno grupo de teimosos do BeOS, contudo, quem mais poderia achar o Haiku útil? Esta questão é um pouco mais difícil de responder. O sistema operacional é rápido, sim, mas hardware moderno é tão ridiculamente poderoso que isto não é mais uma vantagem como já foi. Uma área que pode ser vantajosa é na nova geração de computadores em uma placa extremamente baratos como o Raspberry Pi. Atualmente, não existe um porte ARM do Haiku para rodar estes dispositivos, mas alguns desenvolvedores estão trabalhando nisso.
Afinal, o Haiku pode não ser muito mais do que uma diversão interessante, algo para brincar numa peça guardada de hardware em uma tarde chuvosa apenas para um pouco de diversão. Mas, mesmo que não passe disso, ainda vale a pena conferir o Haiku.

Fonte (em inglês):
http://arstechnica.com/gadgets/2013/01/not-quite-poetry-in-motion-ars-reviews-the-haiku-alpha-4-os/

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Correção na imagem do Haiku R1 Alpha 4

Três dias após o lançamento do Haiku R1 Alpha 4, a equipe de desenvolvimento anunciou a substituição das imagens disponibilizadas na página oficial por outras que corrigem alguns poucos bugs críticos, apontados por usuários. Com isso, a versão atual foi rebatizada de Haiku R1 Alpha 4.1.
Segundo a nota explicativa, dois problemas estavam dificultando a inicialização do sistema ao rodar a partir de uma mídia externa, mais especificamente através do CD: o Deskbar congelava e/ou o usuário recebia uma mensagem de "kernel panic". Os problemas foram corrigidos e as imagens substituídas, mantendo a nomenclatura oficial Haiku R1 Alpha 4. Aqueles usuários que tentaram e não conseguiram instalar o sistema utilizando a imagem antiga, recomenda-se baixar a versão atual e tentar novamente. Aparentemente o problema não atinge usuários que realizam instalação a partir de pendrive ou discos removíveis USB, nem implica em necessidade de atualização em máquinas onde o sistema foi instalado com sucesso.

Nightly images
Com o lançamento do Alpha 4, a disponibilização de versões de desenvolvimento - conhecidas como Nightly Builds - foi suspensa temporariamente. Por isso, mesmo os desenvolvedores devem utilizar a última versão "estável", que é o Alpha 4.1.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Lançamento do Haiku R1 Alpha 4 em novembro

Agora é oficial: Alexander Von Gluck IV (aka kallisti5) anunciou nas principais listas de discussão do Haiku que o quarto e provavelmente último alfa do Haiku será lançado no próximo dia 12 de novembro. Com isso, haverão três fins de semana até o lançamento para o atendimento de algumas commits críticas e resolução de pendências de última hora. Como o lançamento acontecerá após o BeGeistert, o grande encontro anual dos usuários e desenvolvedores do Haiku em Dusseldorf, Alemanha, certamente o evento será utilizado pelos últimos para fazer os derradeiros ajustes e apontar o direcionamento da possível versão beta, prevista para o primeiro trimestre de 2013. Esperamos que os próximos dias - e nightly builds - tragam nossa tão aguardada tradução 100% em português brasileiro e muitas melhorias no sistema como um todo. Embora se trate de uma versão alfa, dentro da filosofia perfeccionista do Haiku ela pode ser utilizada diretamente em uma máquina de uso sem maiores problemas. O porém fica apenas para algumas funcionalidades que ainda não se encontram presentes, como acesso pleno a redes Wifi e a ausência de modernos processadores de texto e outras ferramentas. Sobre esse assunto, falaremos em outro post.

domingo, 7 de outubro de 2012

Instalando Haiku Alpha3 no VirtualBox para o OS X


Instalando Haiku Alpha3 no VirtualBox para o OS X
http://betips.net/2009/09/25/installing-haiku-alpha1-in-virtualbox-under-os-x/
(tradução nossa)

VirtualBox é um controlador de maquinas virtuais. Isso significa que ele é um programa que finge ser um computador separado, no qual você pode carregar diferentes sistemas operacionais. Ao contrário de outros programas como Parallels ou VMWare, ele é Livre. Usando o VirtualBox permite que você experimente o Haiku sem a necessidade de comprar uma nova máquina ou particionar um disco.

Essa não é necessariamente a única maneira de instalar o Haiku no VirtualBox. É uma forma que funcionou comigo, depois de mexer muito. Sinta-se livre para adaptar estas instruções para as suas próprias necessidades.
  • VirtualBox version: 4.1.23 r80870
  • Host OS: Mac Os X 10.8.2
  • Guest OS: Haiku Alpha3  Nightly Images hrevr1alpha4-44624
  1. Instalar o VirtualBox no Mac OSX.
  2. Baixe o arquivo. Imagem ISO do Haiku. Grave em CD (Isso é opcional. Você pode inicializar diretamente a partir da ISO.)
  3. Inicie o VirtualBox e criar uma nova VM. Em “Novo”, definir o sistema operacional como “Outro” e em versão “para outros / desconhecido”. Nomeie-o como Haiku.
  4. 512 MB de memória deve ser suficiente para Haiku.
  5. Criar um "disco rígido" novo. Deixe o "boot do disco rígido" como caixa assinalada. Você pode usar um disco dinâmico(o disco vai crescendo, aos poucos em vez de ocupar o espaço total). Faça-o de 4 GB ou mais, se você pode poupar o espaço em disco.
  6. Agora clique em configurações e use o seguinte:
    1. Geral | Avançado: Desative a Área de transferência Partilhada. (não irá funcionar de qualquer maneira). Lembre-se de verificar as mudanças de tempo de execução
    2. Sistema | Placa mãe: Verifique se o CD/DVD está marcada na ordem de boot. Desmarque o disquete
    3. Sistema | Processador: Se você tem um processador Core2Duo, você pode especificar duas CPU. Se você tem um 8-core Mac Pro, saiba que eu te odeio. Não especificar mais CPU do que você realmente tem. Habilitar PAE/NX
    4. Sistema | Aceleração: Habilitar tudo
    5. Vídeo | Gráfica: Vá lá, seja ousado, coloque 32MB para jogar. Habilitar “Activar Aceleração 3D”
    6. Vídeo | Vídeo Remoto: Desative 
    7. Rede | Adaptador 1: O padrão PCNET-Fast não funciona. Há três Intel PRO/1000 adaptadores disponíveis e todos eles parecem funcionar. Você possui 4 adaptadores, pode tentar verificar todos os três adaptadores e comparar as velocidades no Haiku.
    8. Pasta Compartilhadas: Não adianta tentar utilizar. Isso requer a instalação do pacote de convidados, que ainda o Haiku não suporta.
  7. Insira o CD que você fez no passo 2, ou adicionou a ISO. Agora feche a tela de configurações e clique no ícone “Inicio”. Sua VM irá iniciar a partir do CD ou ISO e irá iniciar o procedimento de instalação. Você vai precisar inicializar o disco rígido virtual. Não se incomode com um esquema de partição, basta colocar BeFs. Continue a instalação, ao terminar, retire o CD e reinicialize. Bem-vindo ao Haiku!

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Instalando o Haiku no Acer Aspire One D250


Ontem chegou minha nova aquisição: um netbook Acer Aspire One D250, com tela de 10 polegadas (resolução de 1024 x 600). Antes de comprar, havia pesquisado no Haikuware.com e descobri que a configuração dos Aspire costuma ser compatível com o Haiku, devendo apenas no quesito webcam embutida, que não funciona mesmo no CodyCam. Como a intenção de adquirir o equipamento era mais de testar o sistema e poder desenvolver aplicativos diretamente nele, a webcam pode esperar por um suporte no futuro.
A princípio eu não sabia, mas o Aspire que comprei é remanufaturado, o que explica o preço de R$ 429, muito barato para um equipamento desse tipo. Mas isso veio a calhar pois, por ser um equipamento relativamente antigo, o processador não possui suporte a 64 bits. Como o desenvolvimento do Haiku 64 bits é recente, o melhor é trabalhar na plataforma mais estável.
Outro ponto positivo foi o fato de que, por ser remanufaturado, a garantia é de apenas 90 dias, o que me autoriza a fazer as mudanças de hardware que já pretendia: aumentar a memória de 1 para 2 Gb e o HD de 160 para 500 Gb. Como eu já possuía essas expansões em casa, graças a um netbook que estava indo para o saco, não precisei gastar nada a mais.
Feito o upgrade de hardware, começou a via crucis para instalar o sistema. Para não me alongar muito em relação a isso, até porque existe farta documentação sobre como instalar o Haiku em uma máquina real, irei focar em alguns detalhes importantes, para que ninguém perca tempo como eu, batendo a cabeça.
1) Seu disco deverá estar com as partições pré-configuradas. Uma dica do Nadilson que deu muito certo foi usar o Cfdisk do Linux para criar as partições BeFS – opção EB em Types. Para isso utilizei o GParted Live CD num pendrive bootável e abri o Cfdisk num Terminal. No meu caso, criei uma partição de 50 Gb para o sistema e outra de 450 Gb para meus arquivos pessoais. O Haiku ainda não permite que a pasta Home seja colocada numa partição separada do resto do sistema. Por isso, conforme uma dica que encontrei num histórico do IRC dos desenvolvedores do Haiku, criei a segunda pasta com um nome a minha escolha que, na necessidade de uma atualização do sistema, não será mexida.
2) Tentei instalar o Haiku através de um pendrive multiboot feito através do YUMI, com uma imagem .iso. Não funcionou. Só deu certo quando instalei a versão anyboot utilizando o software Win32DiskImager, recomendado pela própria equipe do Haiku para quem utiliza Windows. Havia tentado também a criação do pendrive bootável com o comando “dd” no Linux, mas não funcionou.
3) Por algum motivo desconhecido, a imagem que baixei do Haiku (o anyboot do Hrevr1-Alpha4-44610) não oferecia a opção de instalar ou rodar como Live USB, passando direto para o modo Live. Com isso, não foi possível escolher o idioma português do Brasil antes de instalar, obrigando a alterar as configurações do Locale após a instalação. Como se trata de uma versão para desenvolvedores, sempre é possível acontecer surpresas como esta.
4) Ao carregar, a Área de Trabalho apareceu em apenas ¼ da tela, ou seja, o sistema não identifica automaticamente a resolução da tela. Mas a configuração é rápida e simples através do Deskbar > Preferências > Monitor. Como dito no início, a resolução ideal é 1024 x 600.
5) Como a imagem carregou diretamente em modo Live, a instalação teve que ser feita manualmente através do Deskbar > Aplicativos > Instalador. Mesmo tendo criado as partições anteriormente, foi necessário utilizar o Configurador de Unidade (DriveSetup) para inicializar as partições e definir no Instalador qual delas seria usado pelo sistema principal.
6) Além disso, como o Haiku é o sistema único do netbook, era preciso instalar o Gerenciador de Inicialização (Boot Manager). Como eu não sabia disso, acostumado com as distros Linux que fazem isso automagicamente, passei quase um dia inteiro tentando fazer a coisa funcionar, até que vi um artigo no site oficial tratando do assunto. Para tanto, basta no Instalador clicar no menu Ferramentas > Escrever setor de inicialização e seguir as orientações. Geralmente as opções padrão atendem as necessidades.
Apesar das dores de cabeça, é muito bom ver o sistema rodando redondo no netbook. As respostas são rápidas e a aparência do sistema agrada aos olhos. Irei fazer outros testes, como suporte a mesas digitalizadoras, áudio e vídeo, assim que fizer a instalação dos opcionais que preciso para desenvolvimento.
Abraços haicaístas!